Recentemente estivemos em Goiânia para uma cobertura do GCA 2017. Lá fomos abrigados pelo Tuc e o Gonz e assim conhecemos a O’pala Skate Company, marca idealizada por eles a cerca de um ano. Tivemos uma experiência incrível, então decidimos trazer isso para o site. Trocamos uma idéia e o resultado foi uma entrega de um pouco da cultura de Goiânia para o MS, confira agora:

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1.Como surgiu a O’pala e o por quê deste nome?

Tuc e Gonz:“Trabalhávamos juntos na ADF GRIP e ao termino do projeto, precisávamos continuar fazendo algo relacionado ao skate, afinal ele bate muito forte na nossa vida. Então o Tuc voltou a trampar com a serigrafia e tivemos a oportunidade de fazer um ateliê na garagem do nosso amigo. Logo juntamos o útil ao agradável. Já que o Tuc tem o dom de produzir as paradas e eu tinha as ideias, porque não unir as duas coisas e fazer uma marca. O nome nos quebramos a cabeça, teve vários, era pra ser Holocausto, devido a um álbum dos Racionais Mc’s, porém desencanamos da ideia. Então o Tuc veio com o nome O’pala. No momento fiquei relutante, pois achei que os caras fariam uma relação direta ao carro. Mas após pesquisar, vimos que Opala é um nome de uma pedra, que possui diversas cores e um forte significado. Então como mexemos com tinta e serigrafia, acreditamos que bateu com o conceito da marca. Sem falar que é um nome forte, algo que algumas marcas brasileiras deixam a desejar, e que hoje em dia a galera do skate já associa na hora.”

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2.Quais os ideais que a marca visa transmitir?

Tuc e Gonz:
“Não perder a essência e buscar novos paradigmas, atingindo uma nova galera e trazendo pra perto de gente, para que eles entendam o quê nós fazemos. Que é parada de fazer o nosso próprio produto e estar no meio do skate, mas de uma maneira diferente, trazendo quem é de fora para dentro do skate e levando quem já está no skate para outra cultura. Gerando assim menos preconceito e mais conceito, seja skatista ou não, fazemos um produto com baseamento artístico que caiba a todos. Pretendemos juntar-se a outros ramos da cultura de rua, porem continuando a ser uma marca de skate, que tem uma responsabilidade com o skate e anda com o skatistas que fazem o corre certo. Nos inspiramos muito nos anos 90, onde tudo tinha essa pegada.”

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3.Em questão aos integrantes, como foi a escolha?

Tuc e Gonz: “Atualmente contamos com 3 skatistas, sendo um que recentemente se tornou profissional (Guega Cervone) que morava em Cubatão-SP, mudou-se para Goiânia a pouco tempo e vem somando bastante. Antes dele já contávamos com o Pedro “Salsicha”, ele é um master e já anda uma cota, tem uma história monstra de skate e é alguém colabora muito com a marca devido ao seu grande conhecimento e vivencia no skate. A O’pala é meio que isso, mais uma parceria, claro que ajudamos os manos com as cotas mas há um retorno por parte deles com as idéias,sintonia que bate. Agora anunciamos o Gilberto Prestes, menino novo que veio no momento certo. Fizemos 1 ano. E ele gosta da conceito da marca. Assim como também gostamos do role dele. Gibas tem futuro!”

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4.Qual a importância de ter um profissional na marca?

Tuc e Gonz: “É tudo, um profissional é um profissional, um cara igual ao Guega tem visão nacional e tendo em vista o merchandising e expansão da marca é algo muito bom para nós. Mas claro há uma responsabilidade com o skatista também, o trampo fica mais sério, a gente passa fome mais não deixa falta nada pro Guega (risos). Fizemos um pro model dele, um parafuso de base que ele teve participação direta na corre do produto. Mas é muito bom ter ele também pela conexão que temos entre nós, ele é nosso amigo e da varias idéias. A O´pala é uma marca de amigos, onde os royalties dos produtos são uma caixinha de cerveja (risos). E basicamente é isso, ter um profissional foi algo que agradou ambos os lados.”

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5.Recentemente você teve um produto assinado pela marca. Qual o valor disso para você a O’pala?

Guega: “Acredito que para a O’pala seja um produto com valor agregado na qual tem o nome de um skatista profissional. Fico muito feliz em poder colaborar com pessoas que sentem o mesmo amor que eu. Sintonia pesada!”

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6.Sal, como é fazer parte de um projeto local?

Sal: ” Fazer parte de um projeto local assim é algo bem legal cara! Uma chance que a gente temos que priorizar e fazer por algo que é da nossa região, então podemos estar levando isso para outros lugares, levar um pouco da nossa cultura aqui do Centro Oeste, com viagens, com materiais da marca e tal. Eu vejo dessa forma.”

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7.Quais são os plano futuros da marca?

Tuc e Gonz:
Os planos futuros? Tentar dar continuidade no projeto, manter a identidade! Tentar sempre dar o suporte para galera que anda pela marca e levantar a bandeira do skate goianiense.

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Segue a Galeria:

Fotos por Victor Neves, Hagna Lira e André Calvão

Por Pedro Terra e Jv Moura

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